Arquivo para abril \30\UTC 2008

Está com problemas para assistir vídeos AVI no seu MAC?

Para quem está tentando assistir vídeos AVI no Mac OS X e não consegue ver a imagem ou escutar o som, será necessário baixar dois Codecs que coloco aqui os links. Principalmente, para compartilhar o segundo que levei horas para encontrar na versão para o OS X.

Primeiro, será necessário baixar a última versão do DivX For Mac que pode ser baixada aqui. Para instalar, abra o arquivo e siga as instruções.

Depois, será necessário baixar o Codec AC3 for Mac que pode ser baixado aqui (senha: consoni). Para instalar, abra o arquivo e arreste os dois pacotes para as pastas indicadas pelas setas.

Basta instalar esses dois Codecs e pronto, todos os seus softwares para assistir videos já estarão rodando perfeitamente com audio e video 🙂

Político quer processar blog novacorja.org

Um possível candidato nas próximas eleições em Porto Alegre está querendo processar o responsável pelo blog novacorja.org. O motivo seria os comentários feitos a respeito de sua pessoa depois da postagem de um texto enviado pelo próprio candidato com muitos erros de português. Nesse meio tempo, na evolução da conversa nos comentários, foram levantadas outras questões em relação a dois partidos e publicados alguns e-mails recebidos e enviados pelos partidos e candidato.

O político já tem advogado, já foi postado no blog o que ele estaria requerendo e a resposta do novacorja.org à ação que vem se construindo.

A indicação das duas postagens foi da colega Lívia já que analiso a questão das conversações nos blogs. Vale a pena ler os comentários para se perceber o quanto são levados a sério e, também, por serem um tanto cômicos.

Ombudsman perde espaço e Folha perde o ombudsman, mas quem perde mais é o leitor

Na última semana estive ocupado com algumas tarefas acadêmicas que nem fiquei sabendo que Mário Magalhães deixou o cargo de ombudsman  da Folha.

O motivo:

A Folha condicionou minha permanência ao fim da circulação das críticas diárias na internet; não concordei; diante do impasse, deixo o posto[…] (MAGALHÃES, Folha de São Paulo, 06/04/08)

Vejo que a Folha retrocede com a sua decisão de encerrar as colunas diárias. A coluna na Internet permitia que o ombudsman possuísse mais espaço para o seu trabalho e, ainda, podia ter um canal direto com seus leitores. Claro que os leitores poderão continuar enviando e-mails ao novo ombudsman. Mas, como todo blogueiro e pessoas que trabalham com Internet sabem, a atualização de uma página é crucial para que os Internautas continuem a visitando. Agora, com atualizações apenas semanais, a Folha poderá perder esse público. Principalmente, os que acompanham o veículo apenas online.

Magalhães já antecipou essa preocupação em relação aos leitores em sua última coluna, mas o novo ombudsman, Carlos Eduardo Lins da Silva, do programa Roda Viva (TV Cultura), não vê da mesma forma:

Não acho que seja uma coisa importante. Tudo que é dito na crítica diária pode ser dito na coluna publicada no jornal. O leitor não ficará desinformado. (Comunique-se, 15/04/08)

Ou o jornalista considera apenas importante a questão da informação ao leitor, ou ele não o está considerando esse aspecto da sua participação. O que é ainda pior.

Então a Folha perde o ombudsman, o ombudsman perde espaço. E o leitor perde o que? Perde a crítica e a participação.

Mestrado em Jornalismo

Vi lá no GJOL que a UFSC divulgou o edital de seleção para a turma de 2008 de Mestrado em Jornalismo. Esta será a segunda turma do programa que teve sua primeira seleção no ano passado. Lembro de ler que esse era o único mestrado em Jornalismo no Brasil.

Veja abaixo as duas linhas de pesquisa do programa: 

  • Linha 1: Fundamentos do Jornalismo

Estudo dos pressupostos teóricos, princípios filosóficos, condicionantes e desdobramentos do jornalismo desde a modernidade. Privilegia-se nesta linha a observação do jornalismo como fenômeno específico dentro das sociedades complexas, com o objetivo de investigar sua fundamentação epistemológica e suas múltiplas dimensões conceituais. Considerando diferentes contextos espaciotemporais, a linha localiza o jornalismo em suas configurações como processo histórico e político, prática social, exercício ético e estético, mediação cultural, estratégia comunicativa, gênero de discurso e produção de conhecimento.

  • Linha 2: Processos e Produtos Jornalísticos

Estudos sobre o funcionamento do jornalismo a partir da análise de seus produtos e de seus processos de produção, com ênfase para as profundas mudanças porque passa a prática do jornalismo em decorrência da disseminação das Tecnologias da Informação e da Comunicação nas sociedades contemporâneas. Esta linha comporta pesquisas sobre os gêneros, formatos, conteúdos, linguagens, técnicas e tecnologias jornalísticas, assim como das organizações, políticas editoriais, rotinas, estratégias e mediações relacionadas aos seus processos de produção.

 

Conversando sobre jornalismo e novas mídias

No dia 12 de abril acontece em São Paulo a segunda edição do NewsCamp, uma desconferência sobre Jornalismo. Assim como a Ciranda de Textos, o NewsCamp também teve sua origem na Lista Jornalistas da Web.

Quem não puder ir até São Paulo para participar do evento pode acompanhar a “desconferência virtual”. Desde o final de março, rola blogosfera afora o “Esquenta do NewsCamp!“. A idéia é a de se fazer postagens sobre temáticas que se gostaria ver sendo discutidas no evento, como uma forma de se preparar para as discussões que por lá serão travadas. Além de servir como um ótimo aperitivo do que vai acontecer por lá, também é uma forma interessante de fazer com que pessoas que, como a gente, não terão como estar presentes, também possam participar das discussões.

Então, vamos lá… entrei… er, entramos  (vide rodapé do post) nesta conversa mediante provocação. Sam Shiraishi, do Nossa Via, colocou em pauta a discussão sobre nova e velha mídia, além de comentar um pouco sobre as especificidades do meio online. No post, ela sugere a idéia de que uma mídia absorve a outra, e que a nova geração de jornalistas estaria mais preparada para enfrentar essas mudanças. A partir disso, a Ceila Santos, lá no blog do NewsCamp, sugeriu que a discussão fosse continuada…

Dentro dessa perspectiva, talvez fosse ser interessante discutir no NewsCamp, também, a questão das novas ferramentas para comunicação na web, e no que elas podem influenciar na prática do Jornalismo. Será que o Twitter poderá acabar com o impresso? Será que joguinhos e entretenimento serão a grande tendência do online? As empresas jornalísticas que ficarem de fora das redes sociais terão condições de sobreviver?

A discussão de como a mídia irá lidar com essas ferramentas, e também com as participações espontâneas dos internautas, não deve ser vista como um mal que irá mudar o jornalismo como o conhecemos hoje. As possibilidades de interação entre os meios de comunicação e a sociedade, através das ferramentas da Web, devem ser vistas como uma extensão do jornalismo “tradicional” – um avanço, um complemento. Por exemplo, as contribuições que podem ser feitas nos espaços destinados aos comentários de alguns veículos podem influenciar na pauta desses mesmos veículos. Além disso, os links que alguns sites estão utilizando para blogs que comentam suas notícias através da ferramenta trackback também provocam pequenas mudanças no modo como encaramos as notícias. Este é o caso, por exemplo, dos jornais Público, de Portugal, e La Vanguardia, da Espanha (e muitos outros sites europeus) que utilizam a ferramenta Twingly para disponibilizar de forma automática links das postagens de blogs que fazem referência àquela notícia. A CNN.com usa a tecnologia do Sphere para linkar para posts de blog (conforme comentado pelo Thassius). No Brasil, a própria Agência Brasil já faz algo parecido, listando as notícias “mais blogadas” em sua página inicial (como informado pelo Gustavo D’Andrea). Então, o leitor mais apurado, que procura ver a discussão e repercussão daquela informação na blogosfera, poderá acompanhar as opiniões das pessoas que estão escrevendo e fazendo referência àquele texto. Ou seja, a notícia online já não termina mais na última palavra do texto, mas pode ser apenas o primeiro passo rumo à discussão sobre um tema, que pode ser comentado por qualquer pessoa que possua um blog, ou então, gerar discussões em redes sociais ou servir de pretexto para diálogos no Twitter.

O leitor tem outras formas de interagir com a notícia votando nas que ele julgar melhor, dando de certa forma o seu aval àquela informação. Uma outra forma, porém mais passiva, de voto, seria o seu simples acesso, pois há sites que disponibilizam em suas home pages listas das notícias mais acessadas, que podem acabar influenciando nos clics dos visitantes. Antes, quando se comprava um jornal impresso, as manchetes eram definidas exclusivamente pela redação dos jornais. Agora, o leitor passa a poder influenciar nas manchetes que irão para a capa num simples clicar. Com isso, tem-se conhecimento instantâneo e imediato do que está sendo mais lido pelos visitantes do site, e, mesmo que ainda sejam influenciados pelas manchetes sugeridas pela redação, há a possibilidade de uma notícia que foi julgada de pouca importância para a capa ir parar na página inicial.

Essas são algumas sugestões de assuntos que também poderiam ser abordados lá no NewsCamp. E também daria para discutir no que a interconexão em tempo real poderia contribuir para a prática jornalística – será que a web e suas ferramentas não abriria a possibilidade de construção de redações descentralizadas e produção colaborativa à distância de conteúdo?

Além de participar do Esquenta do NewsCamp!, este post também foi uma tentativa de escrita coletiva. O texto foi elaborado no Google Docs. A autoria de cada frase é indeterminada – o texto inteiro foi escrito por mim e pela Gabriela Zago.  


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