Posts Tagged 'blogosfera'

Blog Dossiê Alex Primo

A partir de hoje, passo a colaborar no blog do meu orientador do doutorado Alex Primo. Com uma postagem por semana, analisarei os temas que movimentam as conversas na rede. Essa é uma das atividades que me comprometi para este ano, assim como retomar também as postagens aqui em meu blog com maior frequência.

O endereço do blog que passo a colaborar é http://alexprimo.com e espero vocês por lá.

Blogs (+) que leio

Nos meus bookmarks existem duas pastas que dizem respeito aos RSS Feeds que assino. Uma pasta se chama Blogs (+), que são aqueles espaços que sempre acesso quando tem novas postagens, e o Blogs (-), que são também ótimos blogs mas que não consigo acompanhar como gostaria. Compartilho aqui os meus Blogs (+) que indico a leitura:

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Político quer processar blog novacorja.org

Um possível candidato nas próximas eleições em Porto Alegre está querendo processar o responsável pelo blog novacorja.org. O motivo seria os comentários feitos a respeito de sua pessoa depois da postagem de um texto enviado pelo próprio candidato com muitos erros de português. Nesse meio tempo, na evolução da conversa nos comentários, foram levantadas outras questões em relação a dois partidos e publicados alguns e-mails recebidos e enviados pelos partidos e candidato.

O político já tem advogado, já foi postado no blog o que ele estaria requerendo e a resposta do novacorja.org à ação que vem se construindo.

A indicação das duas postagens foi da colega Lívia já que analiso a questão das conversações nos blogs. Vale a pena ler os comentários para se perceber o quanto são levados a sério e, também, por serem um tanto cômicos.

Conversando sobre jornalismo e novas mídias

No dia 12 de abril acontece em São Paulo a segunda edição do NewsCamp, uma desconferência sobre Jornalismo. Assim como a Ciranda de Textos, o NewsCamp também teve sua origem na Lista Jornalistas da Web.

Quem não puder ir até São Paulo para participar do evento pode acompanhar a “desconferência virtual”. Desde o final de março, rola blogosfera afora o “Esquenta do NewsCamp!“. A idéia é a de se fazer postagens sobre temáticas que se gostaria ver sendo discutidas no evento, como uma forma de se preparar para as discussões que por lá serão travadas. Além de servir como um ótimo aperitivo do que vai acontecer por lá, também é uma forma interessante de fazer com que pessoas que, como a gente, não terão como estar presentes, também possam participar das discussões.

Então, vamos lá… entrei… er, entramos  (vide rodapé do post) nesta conversa mediante provocação. Sam Shiraishi, do Nossa Via, colocou em pauta a discussão sobre nova e velha mídia, além de comentar um pouco sobre as especificidades do meio online. No post, ela sugere a idéia de que uma mídia absorve a outra, e que a nova geração de jornalistas estaria mais preparada para enfrentar essas mudanças. A partir disso, a Ceila Santos, lá no blog do NewsCamp, sugeriu que a discussão fosse continuada…

Dentro dessa perspectiva, talvez fosse ser interessante discutir no NewsCamp, também, a questão das novas ferramentas para comunicação na web, e no que elas podem influenciar na prática do Jornalismo. Será que o Twitter poderá acabar com o impresso? Será que joguinhos e entretenimento serão a grande tendência do online? As empresas jornalísticas que ficarem de fora das redes sociais terão condições de sobreviver?

A discussão de como a mídia irá lidar com essas ferramentas, e também com as participações espontâneas dos internautas, não deve ser vista como um mal que irá mudar o jornalismo como o conhecemos hoje. As possibilidades de interação entre os meios de comunicação e a sociedade, através das ferramentas da Web, devem ser vistas como uma extensão do jornalismo “tradicional” – um avanço, um complemento. Por exemplo, as contribuições que podem ser feitas nos espaços destinados aos comentários de alguns veículos podem influenciar na pauta desses mesmos veículos. Além disso, os links que alguns sites estão utilizando para blogs que comentam suas notícias através da ferramenta trackback também provocam pequenas mudanças no modo como encaramos as notícias. Este é o caso, por exemplo, dos jornais Público, de Portugal, e La Vanguardia, da Espanha (e muitos outros sites europeus) que utilizam a ferramenta Twingly para disponibilizar de forma automática links das postagens de blogs que fazem referência àquela notícia. A CNN.com usa a tecnologia do Sphere para linkar para posts de blog (conforme comentado pelo Thassius). No Brasil, a própria Agência Brasil já faz algo parecido, listando as notícias “mais blogadas” em sua página inicial (como informado pelo Gustavo D’Andrea). Então, o leitor mais apurado, que procura ver a discussão e repercussão daquela informação na blogosfera, poderá acompanhar as opiniões das pessoas que estão escrevendo e fazendo referência àquele texto. Ou seja, a notícia online já não termina mais na última palavra do texto, mas pode ser apenas o primeiro passo rumo à discussão sobre um tema, que pode ser comentado por qualquer pessoa que possua um blog, ou então, gerar discussões em redes sociais ou servir de pretexto para diálogos no Twitter.

O leitor tem outras formas de interagir com a notícia votando nas que ele julgar melhor, dando de certa forma o seu aval àquela informação. Uma outra forma, porém mais passiva, de voto, seria o seu simples acesso, pois há sites que disponibilizam em suas home pages listas das notícias mais acessadas, que podem acabar influenciando nos clics dos visitantes. Antes, quando se comprava um jornal impresso, as manchetes eram definidas exclusivamente pela redação dos jornais. Agora, o leitor passa a poder influenciar nas manchetes que irão para a capa num simples clicar. Com isso, tem-se conhecimento instantâneo e imediato do que está sendo mais lido pelos visitantes do site, e, mesmo que ainda sejam influenciados pelas manchetes sugeridas pela redação, há a possibilidade de uma notícia que foi julgada de pouca importância para a capa ir parar na página inicial.

Essas são algumas sugestões de assuntos que também poderiam ser abordados lá no NewsCamp. E também daria para discutir no que a interconexão em tempo real poderia contribuir para a prática jornalística – será que a web e suas ferramentas não abriria a possibilidade de construção de redações descentralizadas e produção colaborativa à distância de conteúdo?

Além de participar do Esquenta do NewsCamp!, este post também foi uma tentativa de escrita coletiva. O texto foi elaborado no Google Docs. A autoria de cada frase é indeterminada – o texto inteiro foi escrito por mim e pela Gabriela Zago.  

Moderação de comentários pode inibir a conversação

Quando estava preparando este blog, chegou um momento de sua configuração na plataforma WordPress em que tive de optar pelas questões de moderação de comentários. Tive dúvida de qual opção deveria escolher: a) deixar os comentários livres, sem qualquer tipo de moderação; b) moderar parcialmente, em que o autor do comentário precisaria ter um comentário previamente autorizado e depois poderia comentar sempre; e c) moderar sempre, em que todos os comentários deveriam ser autorizados, indiferente se o comentarista já havia sido moderado antes.

A minha escolha inicial foi a segunda, em que o autor deveria ser moderado uma única vez e liberar seu e-mail para futuros comentários. Optei por essa alternativa por dois motivos: evitar spams; e, principalmente, para ter conhecimento das pessoas que viriam a comentar. Isso tomando por base de que ninguém iria criar um e-mail falso para comentar. Por mais que saiba que existem fakes pela rede, não possuo uma audiência para tal preocupação.

Acontece que comento em blogs há alguns anos e tenho percebido que alguns seguem a mesma linha que eu escolhi, mas que há outros que você precisa ter todos os comentários moderados, indiferente se já havia feito um anterior que tivesse sido autorizado. Importante ressaltar que a maioria dos blogs não têm nenhum tipo de moderação, a não ser a necessidade de informar o e-mail que parece ser padrão da maioria dos blogueiros [acredito ser pela a mesma necessidade que tenho de saber com quem se está falando].

O fato é que essa questão dos comentários serem sempre moderados dificultam a conversação entre os comentaristas dos blogs. Por exemplo, você faz um comentário num post e outros os vão fazendo enquanto o autor do blog não está acompanhando. Então, quando o autor acessa a plataforma do seu blog irá autorizar todos os comentários [ou não] ao mesmo tempo e isso irá dificultar [praticamente impossibilitar] a relação de interação entre os visitantes do referido blog. Os comentários terão a possibilidade de se relacionar apenas com a postagem e interagir com o autor.

Vejo que o autor do blog perde um grande potencial ao moderar os comentários por completo. Pois, já vi e participei de muitos debates surgidos nas caixas de comentários de alguns blogs. Muitas vezes, os debates tomam um foco totalmente diferente do próprio tema do post, mas fica claro a sua importância e contribuição para o debate público.

Estou pensando em liberar totalmente a moderação de comentários do Web Research, mesmo que por enquanto seja necessário ter um único comentário aprovado para continuar comentando. Poderei continuar solicitando o nome e e-mail para saber quem está comentando, apagar os spams e lidar politicamente com os fakes, se surgirem.

Na verdade, nem deveria me preocupar tanto com isso com a audiência que tenho, mas a minha percepção veio de um outro blog que leio, de excelentes postagens, muitas vezes polêmicas, que dariam combustível pra bons debates. Acho que esse autor pode estar perdendo um espaço para discussão e evolução dos temas abordados em suas postagens.

Semanas atrás, fiz três postagens em cima de artigos que li sobre conversação através dos comentários que podem ser interessantes para quem deseja ler sobre possibilidades de interação e discussão existentes nos blogs. Os posts são “Conversação na Web é possível”, “Comentários possibilitam conversação” e “Comentários ocupam 30% da blogosfera“. Os três têm referências de alguns autores. Porém, nem todo o espaço de comentário irá gerar debates. A minha opinião de um dos motivos disso pode ser lida no post “Não Concordo” que publiquei em meu blog anterior.

Cuidado com os [não]blogs que você lê na Internet!!!

 

Os blogs têm sido algo cada vez mais usual em portais jornalísticos, como o ClicRBSG1Folha Online, etc. O julgamento das células-tronco no STF ocupou a mídia digital na tarde desta quarta-feira(5) e uma cobertura em especial me chamou a atenção do uso do termo blog.

cobertura a que me refiro é a do portal G1 que mantém uma seção intitulada de Blog ao vivo e que passou a tarde sendo atualizada com informações do julgamento no STF. A minha preocupação é se esse espaço do G1 pode ser considerado um blog. O espaço parece mais uma cobertura online, com notas rápidas de um acontecimento em que seu grande diferencial é a possibilidade dos leitores comentarem.

Preocupa-me porque vejo muito mais do que essa possibilidade num blog. Acredito que o principal diferencial de um blog é a liberdade de expressão permitida a qualquer sujeito, sem vínculos a interesses e linhas editoriais que qualquer veículo de comunicação possua. Não julgo as linhas editorias, pois penso que os veículos as devem possuir e, ainda, deveriam ser mais fortes nos seus pontos de vista. Acho que uma imprensa opinativa que por sua vez se torna interpretativa é muito mais fiel à informação do que uma simplesmente informativa. No entanto, cada um tem seu papel e essa cobertura feita pelo G1, esse espaço denominado de blog, não passa de uma estratégia de marketing, já que o termo parece estar em alta na Web, por tantos considerarem que os autores autônomos têm mais isenção com a verdade, por mais que interesses pessoais estejam atrelados à informação.

O meu medo é que o termo blog acabe como o interativo, como o Alex Primo expõe em seu livro da sua banalização, desde que a publicidade passou a utilizá-lo para criar slogans para os produtos, que seriam mais interativos.

No ano passado, houve uma grande discussão na blogosfera a respeito de uma campanha do Estadão que criticava a credibilidade dos autores de blogs e, agora, vejo que tomaram tal proporção que toda a mídia passa a utilizá-los para não perder espaço. Tanto que utilizam o termo para denominar seções de seus portais que nada tem a ver com um blog.

Então, seguindo a mesma linha da campanha do Estadão que dizia para ter “cuidado com o que você lê na Internet”, ao questionar se os autores dos blogs eram críveis, alerto:

Cuidado com os [não]blogs que você lê na Internet!!!


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