Posts Tagged 'cultura'

Capparelli falará sobre indústrias culturais na china dia 29 de abril em palestra na UFRGS

Palestra é aberta a todos alunos e professores da Fabico

Alunos da graduação também podem participar do ciclo de palestras do PPGCOM

O profissional do Silício quer cultura

Zero Hora (ZH) do último domingo trouxe uma reportagem especial sobre o que falta para que o Rio Grande do Sul forme o seu Vale do Silício. A reportagem diz que para os gaúchos entrarem no mundo da alta tecnologia é preciso que o Governo, o Empresariado e a Universidade possuam maior integração. Mas, nesses três aspectos, o que mais me chamou a atenção foram os pontos que devem ser trabalhados para que o estado atraia pessoas criativas que, segundo a ZH, é o perfil do profissional necessário para essa indústria.

Além de bons indicadores de segurança e educação, o local deve ter cultura em abundância. Acesso a cinema, teatro, música, restaurantes, casas noturnas é importante para atrair pessoas criativas – primordial na nova indústria. (ZH, 06mar08, p. 31)

Muito se discute na blogosfera sobre o perfil do futuro profissional de comunicação e de como irão se desencadear profissões como a de jornalismo. Deixando a discussão de lado, até por uma certa exaustão do tema, vejo nessa reportagem a necessidade que os atuais acadêmicos têm em se diferenciar cada vez mais. Lembro do quanto alguns professores da graduação já buscavam novidades para que tomássemos conhecimento das últimas tecnologias e de quanto deveríamos ser criativos.

A ZH levanta a questão de que para atrair tais profissionais são necessários aspectos um tanto “pós-modernos”, como cinemas, restaurantes e casas noturnas. Isso porque os profissionais do futuro estão cada vez mais descolados e necessitam consumir cultura. A questão é bem interessante, pois traz a tona o velho aspecto da educação, porém não mais a simples disponibilidade de escolas e universidades, mas sim temas voltados diretamente a cultura e à sua manutenção na sociedade.

Acho que ainda levará um bom tempo para que toda essa infra-estrutura cultural necessária se estabeleça por aqui, pois é necessário mais que cinemas e restaurantes em abundância. Vejo o Rio Grande do Sul como um dos estados mais ricos em cultura do Brasil, mas é preciso que o gaúcho se conscientize que precisa melhorar ainda mais seu modo de ver o mundo se deseja acompanhar os povos mais avançados. Deve-se deixar de lado o egocentrismo de que possuímos cultura enquanto é de alcance, ainda, de uma pequena “elite cultural”. É preciso olharmos para o nosso próprio povo para que possamos desenvolver o nosso estado culturalmente à mediada de não precisarmos nos preocuparmos em atrair profissionais criativos, pois aqui o teremos.

  • Amanhã, iniciam as aulas do mestrado da UFRGS. A primeira disciplina que terei aula é “Comunicação Interação Mediada por Computador” e, coincidentemente, a minha primeira aula será também com o meu orientador. Agora, com os debates que certamente ocorreram em sala de aula, espero poder discutir aqui mais sobre a Cibercultura.

Oscar tem nova cara depois da greve dos roteiristas

A festa do Oscar de ontem surpreende muitos espectadores que aguardavam a repercussão da greve dos roteiristas que quase causou o cancelamento do 80º Academy Awards. O número de não-americanos premiados foi realmente fora do comum e, pelo o que pude observar, a maior diferença das festas anteriores foi a comemoração de alguns dos premiados.

O Oscar desse ano pareceu um tanto mais humano, em que as pessoas vibravam de forma autêntica ao serem chamadas para receber a cobiçada estatueta. A premiação que mais me emocionou foi a de melhor atriz, em que Tilda Swinton demonstrou uma alegria espontânea e que encantou o público. A outra surpresa, que teve uma comemoração a parte na blogosfera, foi a da blogueira Diablo Cody que ganhou melhor roteiro. O fato já foi bem comentado numa postagem de Gisele Honscha.

Mas, como nem tudo são flores. O Oscar desse ano teve uma homenagem que, por mais que pareça ser merecida, foi uma “forçassão” de barra. Falo do anúncio de um dos premiados ter sido feito por soldados ao vivo de Bagdá. Acho que, na tentativa de homenagear os combatentes, os organizadores passaram uma certa impressão de que a Academia apóia as ações dos EUA no Iraque. O que é recriminado por quase todo o mundo. Não ficaria surpreso se no próximo documentário de Michael Moore fosse denunciado um patrocínio das forças armadas norte-americanas ao evento desse ano. Só faltou eles aproveitarem cenas do filme “Live from Baghdad” para dar mais emoção à premiação :/

Mas com isso, lembro também de um filme que assisti novamente há poucas semanas, com a intenção de identificar algumas questões de um livro que havia lido. O filme é “Platoon” e o livro é “A Cultura da Mídia”, de Douglas Kellner, que deveria ser lido por todos que gostam de apreciar a arte do cinema. O autor faz brilhantes referências da Indústria Cultural com alguns filmes e fenômenos norte-americanos, como a Madonna, por exemplo. Referências que nos fazem abrir os olhos para certas questões levantadas na arte com a intenção de esclarecer ou manipular ao consumo desenfreado.

Ao ler o livro, notei que Platoon mostrou o horror que foi a guerra do Vietnã e não tapou o sol com a peneira. As cenas reconstruíram confrontos chocantes entre os soldados americanos e vietnamitas. Também, não escondeu diversos crimes de guerra cometidos pelos próprios americanos, como assassinatos e estupros. Há ainda a questão do grande consumo de drogas que pareciam aliviar a dor dos soldados. O filme recebeu quatro estatuetas em 1986, premiado como melhor montagem, som, direção e, inclusive, melhor filme.

O interessante é que existem diversos filmes que tratam do tema da Guerra do Vietnã, mas o único premiado vaio a ser um de produção independente que foi contra os interesses dos próprios americanos, já que denunciou os horrores que estavam sendo feitos com aquele e seu próprio povo.

O Oscar de 2008 teve uma mudança com a greve dos roteiristas, que provavelmente não foi muito bem vista por muitos produtores de Hollywood. No entanto, os atores apoiaram mais do que a greve de seus colegas, incentivaram o cinema internacional e as produções independentes com as premiaçnoes dessa edição.

Agora, falta esperar o que virá na edição de 2009, já que se fala numa greve de atores. Quem sabe o Brasil não aproveita a oportunidade para tentar emplacar finalmente um filme no Academy Awards?


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