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New York Times é ultrapassado pelos blogs

Em uma postagem anterior, onde respondi ao meme “Blogar…uma profissão?” estendeu-se pelos comentários uma discussão interessante relacionando uma outra questão que são os blogs e jornalistas.

Bom, no comentário da Tina ela coloca que nos Estados Unidos, onde vive, as pessoas estão buscando informações nos blogs e não chegam a questionar se são escritos por jornalistas ou não.

Acredito que os jornalistas são os profissionais que estão aptos do conhecimento a fazer jornalismo. Porém, depois de ler uma postagem de André Lemos e ter a informação de que, segundo uma notícia do Telerama, as pessoas estão buscando mais informações nos blogs do que no próprio New York Times, vejo que a Tina tem razão no que tem ocorrido por lá.

Agora, basta saber por quem são escritos esses blogs e se não são os próprios jornalistas que estão se destacando nesses meios e, ainda, continuarei acreditando que os blogs podem ser um local onde “Cada jornalista pode ser um veículo de Comunicação Social”.

Cada jornalista pode ser um veículo de Comunicação Social

Há uma grande discussão na rede quanto à função de jornalistas para a circulação de informação. Desde que surgiram os blogs, tornou-se muito fácil a qualquer pessoa estar publicando informações na Internet.

Essa facilidade tem sido utilizada por muitas pessoas e, com isso, surge a discussão de quem está mais apto a escrever sobre determinado assunto: o especialista da área, no caso de assuntos técnicos como, por exemplo, economia; ou, o jornalista que, ao menos na teoria, busca passar informações se afastando de opiniões ou as deixando claras, quando aparecem, ao público.

Existe, ainda, a questão do tempo/espaço. Com a rede, tem-se acesso às informações dos mais diversos locais e os portais, por exemplo, buscam as trabalhar para atender a maior audiência possível. Então, os jornalistas de tais portais precisam noticiar assuntos a distância. Pois, seria financeiramente impossível manter jornalistas por todo um Estado, País e, porque não, planeta. Como eles trabalham a informação a distância, são obrigados a contar com fontes como as agências de notícias, veículos locais, entrevistas por telefone. Assim, o jornalista estará, raramente, próximo ao fato para fazer uma cobertura jornalística.

O caso é que pessoas, não jornalistas, tem alimentado a Web com informações do cotidiano, através de seus blogs. Ocorrências próximas ao seu cotidiano e, por sua proximidade, com muitos mais aspectos a serem vistos do que o jornalista da redação online, que se obriga a aguardar pelas informações vindas das agências ou já trabalhadas pelos veículos locais. Ou seja, no jargão jornalístico, “recozinham” a matéria.

Essa prática ainda é pouco vista no Brasil, mas no mundo já existe previsões para o fim da função de jornalista. Como podem ser vistos nessa postagem feita pela Gabi que inspirou esse texto.

Mas, vejo uma grande saída para os jornalistas e, ainda, com um grande ganho social. Como é de conhecimento da maioria, o maior ponto de tensão entre os veículos de comunicação e o público é o que ele quer saber e o que a imprensa que fazer saber. Os jornalistas, muitas vezes, culpam que estão atrelados às linhas editoriais das empresas jornalísticas e que se não a seguirem podem até acabar desempregados.

Por isso, me pergunto por que os jornalistas não produzem tais blogs independentes? Por que eles mesmos não vão atrás das notícias que desejam abordar, por sua própria conta, e escrevem livres de tais linhas editoriais. No momento em que um jornalista passa a produzir tal espaço, ele poderá contornar uma outra grande queixa do público que é o espaço para o cidadão na imprensa. Num blog, o jornalista poderá contar com os espaços destinados aos comentários para ter o feedback o público e passar a tomá-los como sugestões pra novas pautas.

Porém, há uma outra questão que é a remuneração de jornalistas que passassem a tentar ganhar a vida com esse fim social. Uma da prerrogativas para o sucesso do blog seria o fato de ele estar só e, por isso, seria a visão de um único jornalista. Mas, nesse ponto seria como o cidadão comum, que passa a sua visão. O jornalista teria a vantagem dos conhecimentos necessários para a produção de uma matéria e iria se diferenciar por isso, podendo garantir sua audiência e, conseqüentemente, maior comercialização dos espaços publicitários. Para não ser um meio de única visão, ele poderia trabalhar em conjunto com outros profissionais no mesmo espaço. Mas, isso não me preocuparia, já que vejo que tais blogs seriam construídos de forma colaborativa, ao se abrir espaço para o público.

Quanto aos especialistas que mantém seus blogs, vejo que os jornalistas têm uma grande vantagem, mesmo nos veículos tradicionais. Eles podem buscar várias fontes e as cruzar, o que dificilmente será feito por um especialista. Pois, ele não irá se preocupar em buscar outras fontes para sustentar seus textos. Por mais especialista que seja num assunto, uma única visão frente a um fato é um caminho perigoso para quem busca a verdade. Vejo que, nesse aspecto, os jornalistas estariam mais credenciados frente ao público que busca informações.

O grande filão que os jornalista têm em produzir tais blogs é seu conhecimento em lidar com fontes. Ao se moldarem rumo a uma imprensa mais sociável, eles poderão continuar tranqüilos que seu espaço estará garantido.

Os jornalistas também são cidadãos, então que mal tem eles praticarem o jornalismo Cidadão? Por isso, vejo que com tais possibilidades na Web, poderíamos afirmar que cada jornalista pode ser um veículo de Comunicação Social.


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